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quarta, 11 julho 2012 12:22

Ponto de vista 368 - 369

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António Campos António Campos

Medalhas

Desde os tempos mais recônditos que as cerimónias protocolares fazem parte do ritual  desportivo, procurando consagrar os campeões através da entrega das medalhas, do içar das bandeiras e do toque do hino do país do atleta vencedor.

Desta vez, em Helsínquia, os organizadores dos Campeonatos da Europa tentaram ser originais e procederem à entrega dos prémios fora do estádio e “de empreitada”, no final de cada jornada.

No caso da entrega das medalhas dos 10 mil metros femininos, prova que decorreu na última jornada, a cerimónia aconteceu depois de concluídas todas as provas e num ambiente de fim de festa, já com as transmissões televisivas terminadas. A subida de Dulce Félix ao pódio foi a quarta numa série de dez entregas sucessivas a que não assistiram mais que duas centenas de pessoas, entre atletas, dirigentes e treinadores, quase todas ligadas aos contemplados, que abandonavam o local à medida que os seus compatriotas iam sendo autenticamente despachados. Quando chegou a vez da entrega da medalha do disco feminino, que foi a última da série, o número de presentes podia contar-se pelos dedos das mãos. 

Já há uns anos atrás, no novo Campeonato da Europa de Selecções, os responsáveis tentaram inovar, ao fazerem algumas alterações aos regulamentos, como a eliminação dos atletas que fossem dobrados nas corridas longas ou o limite de seis tentativas nos saltos verticais, por exemplo. Mas rapidamente chegaram à conclusão de que se tratava de uma autêntica bizarria. Agora foi esta invenção das cerimónias protocolares fora do ambiente do estádio… 

Inovar é importante mas, por favor, não continuem a inventar… 

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