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Medalhas
Desde os tempos mais recônditos que as cerimónias protocolares fazem parte do ritual desportivo, procurando consagrar os campeões através da entrega das medalhas, do içar das bandeiras e do toque do hino do país do atleta vencedor.
Desta vez, em Helsínquia, os organizadores dos Campeonatos da Europa tentaram ser originais e procederem à entrega dos prémios fora do estádio e “de empreitada”, no final de cada jornada.
No caso da entrega das medalhas dos 10 mil metros femininos, prova que decorreu na última jornada, a cerimónia aconteceu depois de concluídas todas as provas e num ambiente de fim de festa, já com as transmissões televisivas terminadas. A subida de Dulce Félix ao pódio foi a quarta numa série de dez entregas sucessivas a que não assistiram mais que duas centenas de pessoas, entre atletas, dirigentes e treinadores, quase todas ligadas aos contemplados, que abandonavam o local à medida que os seus compatriotas iam sendo autenticamente despachados. Quando chegou a vez da entrega da medalha do disco feminino, que foi a última da série, o número de presentes podia contar-se pelos dedos das mãos.
Já há uns anos atrás, no novo Campeonato da Europa de Selecções, os responsáveis tentaram inovar, ao fazerem algumas alterações aos regulamentos, como a eliminação dos atletas que fossem dobrados nas corridas longas ou o limite de seis tentativas nos saltos verticais, por exemplo. Mas rapidamente chegaram à conclusão de que se tratava de uma autêntica bizarria. Agora foi esta invenção das cerimónias protocolares fora do ambiente do estádio…
Inovar é importante mas, por favor, não continuem a inventar…