01/08/2010 22:16    
                                                                                   
   
 

A Revista Atletismo estará em Barcelona,. na cobertura de mais uma edição dos Campeonatos da Europa. Diariamente aqui teremos algumas informações sobre o comportamento dos atletas portugueses e informações de interesse, bem como algumas imagens da competição.

Temos ainda vários dados estatísticos disponíveis.

Todos estes trabalhos podem ser inteiramente visualizados no seu computador pessoal, contudo, para impressão e qualquer tipo de reprodução, carecem de uma password que pode ser pedida para o nosso e-mail (revistaatletismo@sapo.pt).

 

 

 

 

 

Suplemento Estatístico

Apresentação dos Campeonatos e da Selecção Nacional

Resumo histórico dos grandes momentos

(documento em pdf)

Estatística dos resultados dos portugueses ao longo da história

Links oficiais

  NOTICIÁRIO    

Textos: ANTÓNIO MANUEL FERNANDES

Fotos: MARCELINO ALMEIDA

 
6º dia -1AGO2010      

5000 m (F)

A medalha de Sara Moreira

 

Uma corrida fantástica das atletas portuguesas, Jessica Augusto e Sara Moreira, proporcionou a Portugal a quarta medalha destes campeonatos. Depois da russa Konovalova ter imposto um ritmo rápido nos primeiros quilómetros, foi a vez de Jessica Augusto continuar a impor um ritmo muito forte, com Sara Moreira a resguardar-se, para surgir na volta final, embora ainda aquém das turcas Alemitu Bekele e Elvan Abeylegesse.

No final, a medalha de bronze para Sara.

Sara Moreira - «Estou feliz porque ganhei a medalha de bronze e melhorei o meu recorde pessoal por quatro segundos! Mas o mais importante foi mesmo a medalha!»

Jessica Augusto - «Estou satisfeita com a minha prestação. Não deu para as medalhas, tentei bastante. O dia seguinte ao da final dos 10.000 m foi muito difícil, mas recuperei bem.»

 

4x100m

Portugal com recorde

 

A formação dos 4x100 metros de Portugal obteve a sua melhor classificação de sempre, ao classificar-se em sexto lugar, com a marca de 38,88, recorde de Portugal.

A equipa teve uma alteração na sua constituição, com a entrada de João Ferreira para o último percurso, por troca com Yazaldes Nascimento, que  não pode competir devido a uma pequena lesão.

Assim, Ricardo Monteiro, Francis Obikwelu, Arnaldo Abrantes e João Ferreira ficam na lista dos recordistas.

Todos saíram da competição com a alegria do dever cumprido para além do que alguns esperariam.

3000 m obstáculos

Alberto Paulo em 10º

 

Alberto Paulo conseguiu apurar-se para a final e ali chegado lutou pela melhor posição possível, obtendo um excelente 10º lugar com a marca de 8.28,08, a cerca de quatro segundos do seu recorde pessoal.

O atleta madeirense mostrou-se muito satisfeito com a sua prestação, revelando que fez o possível para recuperar para a final.

 

 

Maratona

Uma manhã pesada

 

Muito calor e humidade voltaram a marcar nova prova de fundo, desta vez a maratona masculina. Os 25 graus e 74 por cento de humidade registados ao início da competição, e os 27º e 66% no final, foram fatídicos para 19 dos 64 concorrentes à corrida, tendo sido obrigados a desistir. Entre os quais os portugueses Fernando Silva (desistente entre os 30 e os 35 km, sem forças) e Hermano Ferreira (entre os 15 e os 20 km, devido a tonturas) e o campeão europeu Stefano Baldini.

Os restantes portugueses tiveram sortes diferentes. Alberto Chaíça, que se resguardara nos primeiros quilómetros, aparentava mais confiança após os primeiros 10 km, mas um tropeção, provocado por um toque de Fernando Silva, levou-o a tropeçar e a ficar com fortes dores no dedo grande do pé direito (o atleta fará mesmo um raio-x para tentar perceber-se se não existe fractura). Ainda chegou a andar em 9º (aos 30 km), mas depois foi caindo na classificação até ao 20º lugar (2.24.14).

Quem foi sempre em crescendo foi Luís Feiteira, que aos 20 km seguia na 21ª posição, ganhando depois lugares até conseguir terminar no 10º lugar com 2.21.18, sendo o melhor português no final.

Quem esteve sempre nos lugares finais, mas não desistiu, foi José Moreira (que também sofreu tonturas), que terminou em 2.43.56.

 

 

5º dia -31JUL2010      

Triplo-salto

Patrícia Mamona em oitavo

 

Patrícia Mamona esteve em muito bom plano na final do triplo-salto, começou com 14,07, marca que lhe proporcionou a passagem aos últimos três ensaios. Depois fez ensaios mais fracos e ao último voltou a saltar mais de 14 metros (14,02) e terminou na oitava posição. A ucraniana Olha Saladuha foi a vencedora com 14,81, melhor marca europeia da temporada.

Para Patrícia, que recebeu já convite para competir pelo F. C. Porto, a hora era de felicidade. «Estou muito satisfeita. Fiz duas vezes melhor que o anterior recorde de Portugal, estou muito orgulhosa. Consegui confirmar aqui os 14 metros que fiz nos Estados Unidos.»

 

 

Maratona

Sem medalhas e a sofrer

 

A prova começou lenta e Marisa Barros andou no pelotão da frente durante muito tempo, mas quando a lituana Zivile Balciunaite (quarta nos Europeus de há quatro anos) se isolou para terminar em primeiro com 2:31.14 horas.

Depois do ataque da lituana, Marisa Barros abandonou definitivamente o grupo da frente, foi perdendo lugares, chegou a andar na 12ª posição, mas nos quilómetros finais recuperou e terminou em oitavo (2.35.43), mas muito debilitada, tendo de receber tratamento médico.

«O meu prémio de consolação foi chegar ao fim. Sofri de dores de estômago, porque apesar de forte psicologicamente, o estômago é o que mais sofre quando sou obrigada a tomar medicação., o que aconteceu devido a uma amigdalite.»

Ana Dias foi a segunda portuguesa, no 18º lugar, com a marca de 2.41.02. Chegou ao final esgotada, apesar de ainda conseguir andar, como a maioria das suas adversárias, mas foi directa para o centro médico.

Entretanto, Fernanda Ribeiro, com os tendões completamente inflamados, que ainda ficaram pior com um toque de uma adversária, acabou por desistir.

«Neste momento estou triste. Não consigo andar mas para já custa-me dizer que maratona nunca mais.»
Quem também não resistiu foi Mónica Rosa, que pouco depois de Fernanda Ribeiro ter entrado no centro Médico também para ali foi evacuada de maca

 

 

4x100 m

Apuramento para a final

 

A equipa portuguesa de 4x100 m, que alinhou com Ricardo Monteiro, Francis Obikwelu, Arnaldo Abrantes e Yazaldes Nascimento classificou-se em terceiro lugar, com a marca de 39,09. Um apuramento directo numa série em que Rússia e Eslovénia foram desclassificadas. Na outra série, destaque para o não apuramento da formação da Grã-Bretanha.

Deste 1990 (7º) que Portugal não tinha uma estafeta na final.

 

 

4º dia -29JUL2010      

50 Km Marcha (M)

Augusto Cardoso a dois lugares do objectivo

 

Uma prova muito difícil com variação das condições atmosféricas  muito pronunciadas ao longo das quatro horas de competição.

O francês Yohan Diniz, filho de pai português, foi o gradne vencedor numa prova solitária, apesar de uma queda já nos quilómetros finais.

Quanto aos portugueses, Augusto Cardoso foi o único a terminar, no 14º lugar, com o registo de 4:03.40 horas. O atleta não cumpriu o seu objectivo, já que não baixou das 4 horas e ficou fora do lugar de semi-finalista para a PREPOL: “Estou desiludido, tentei mas não consegui fazer melhor. Entre o 36º e o 37º km fui-me abaixo. O percurso foi muito enganador. Ia-me sentindo bem e... depois paguei isso caro.»

Quanto a António Pereira, a sua prova foi feita aos "esticões", em ritmos rápidos, primeiro, depois mais lentos, de novo mais rápidos, que o levaram a desistir.

«Não tive cabeça. Vendo isto podia ter aproveitado a oportunidade e ficar nos oito primeiros, mas não sei como fiz isto. A minha cabeça foi zero!»

 

3000 m obstáculos (M)

Alberto Paulo na final

 

Três portugueses participaram nas duas eliminatórias dos 3.000m obstáculos. Pedro Ribeiro correu na primeira e foi décimo com 8.45,18.

Na segunda série, participaram Alberto Paulo e Mário Teixeira. Paulo foi brilhante ao conseguir o apuramento directo para a final sendo quarto com 8.30,26. Mário Teixeira ficou longe ao ser décimo-primeiro com 8.42,53.

Alberto Paulo - «De início, tive dificuldades em acompanhá-los, havia muita humidade. Deixei tudo para a última, consegui mudar de andamento. Agora a final está dependente de como for a recuperação».

Pedro Ribeiro - «O objectivo era estar cá mas fiquei aquém do que esperava. Tenho tido alguns problemas físicos, um princípio de mialgia mas näo é desculpa. Dei o meu máximo.»

Mário Teixeira - «Foi difícil, as possibilidades de me classificar para a final eram remotas mas tinha esperanças. Agora, vou pôr termo à carreira internacional, saí pela porta grande.»

 

 

 

Comprimento

A recuperação da época

 

Gaspar Araújo saltou 7,87 e ficou em 18º lugar em 32 atletas. O primeiro ensaio foi anulado por muito pouco e estava claramente perto dos 8,00 metros.

Teria de cumprir essa marca para chegar à final.

«Estou satisfeito pois a minha época começou mais tarde já que fui operado para retirar uma massa fibrosa que tinha entre o pulmão e o coração (tinha 1,6 kg), estive muito tempo parado e consegui treinar para estar aqui. Foi excelente.»

Peso (M)

À beira do apuramento

 

Marco Fortes ficou à beira de um apuramento histórico para a final. Tendo lançado na série B, começou por ser quarto com 19,24m. Lançou a seguir 19,48m e parecia bem lançado para a final.

Mas o último lançamento foi fatal ao conseguir apenas 18,70m. O espanhol Borja Vivas ultrapassou-o então por escassos 3 centímetros.

Fortes acabou assim por ser décimo-terceiro.

"Não fiz o que me competia. Até ao último lançamento e tendo em conta os maus concursos dos meus adversários, estive apurado. Estou muito desiludido, era o grande objectivo da época e  sentia-me muito preparado, trabalhei muito. Falhei no último lançamento, o corpo humano prega-nos muitas partidas."

 

 

200 m (F)

Nervosismo atrapalha

 

Sónia Tavares foi apenas quinta na segunda série dos 200 metros com 24,14s, com um vento contra de 2,1m/s. O seu tempo ficou muito longe do seu melhor da época, 23,43s. Eram apuradas para as meias finais as três primeiras de cada série e as quatro seguintes com melhores tempos. Sónia acabou por ser a 22ª entre 25 participantes

"Fiz durante a época treinos bastante bons para estar ao nível da minha melhor marca. Dei tudo mas o nervosismo não ajudou. Também vim de uma lesão, treinei a meio gás nas últimas semanas. Tive uma contratura e uma mialgia em simultâneo. A corrida não foi boa tecnicamente mas não estou desiludida pois dei o meu melhor".

 

3º dia -29JUL2010      

Triplo-salto (F)

Mamona na final com recorde

 

Enorme competitividade de Patrícia Mamona leva-a, no último ensaio da qualificação, ao apuramento para a final e ao recorde de Portugal com 14,12 m.

E tudo isto com uma chamada que distou 29,5 cm do limite da tábua!

«O meu objectivo era conseguir apurar-me para a final, o que eu pensava que se conseguiria com uma marca de 14,10, mais ou menos. Depois era bater o meu recorde. Foi conseguido. Mas eu só o consigo fazer no último ensaio. Preciso que alguém me "pique", sou muito competitiva e agora pretendo melhorar-me na final.»

 

200 metros

Arnaldo Abrantes ficou na meia final

 

Nas eliminatórias, excelente prova de Arnaldo Abrantes conseguindo ficar apurado para a meia-final de logo à tarde. Fazendo 120 metros à frente do campeão europeu dos 100 metros, o francês Lemaitre, Arnaldo correu a distância em 20,87.

«Foi excelente apuramento, atendendo à época que fiz, com lesões e com os exames da faculdade. Felizmente em medicina já sou finalista. Agora é recuperar para a meia-final e esperar chegar mais longe.»

Na meia-final, o português foi sétimo (20,88) ficando em 15º lugar entre 31 atletas.

«Não recuperei tão bem como queria, mas foi boa a prova. É fantástico estar entre a elite europeia. Agora espero continuar a trabalhar e que em Helsínquia chegue lá num ano sem lesões.»

 

 

 

5000 metros

A inexperiência de Eduardo Mbengani

 

Mbengani participou na primeira das séries de 5000 metros. Uma série mais rápida, deixou-o no 10º lugar, com a marca de 13.50,22.

No final da segunda série, verificou-se que o português foi o segundo dos não qualificados.

 «Não consegui cumprir com o meu objectivo de ir à final. Retiro daqui a experiência que me faltou neste tipo de competições. Agora há que continuar a trabalhar para melhorar nas próximas oportunidades.»

 

 

Salto com vara

Edi e as varas partidas

 

De Setúbal, chegou Edi Maia. Animava-o o sonho de chegar à final, tarefa nada fácil pois eram precisos 5,60 metros, mais cinco centímetros que o seu recorde  pessoal.

Edi participou na primeira série ao lado de campeões que se habituou a ver na televisão como o francês Romain Mesnil (5.95) ou o ucraniano Maksym Mazuryk (5.82). 

Iniciou o concurso a 5,10 passando à primeira tentativa. Seguiram-se os 5.30 sem êxito. À terceira tentativa, Edi partiu a vara! Pôde ainda repetir o salto mas o seu sonho esfumou-se, despedindo-se prematuramente da competição.

No final, disse-nos ser esta a terceira vara que parte em competições. Não se sentiu afectado psicologicamente com a situação quando repetiu o salto com uma vara mais forte, o que o dificultou um pouco.

Cada vara custa cerca de mil euros e agora, Edi Maia espera que a Federação lhe compre uma nova, até porque frequenta a escola da Federação. Edi acrescentou ainda que a maior parte das vagas disponíveis são antigas.

 

2º dia -28JUL2010      

Salto em comprimento

Naide de novo prateada

 

Naide Gomes proporcionou-nos um concurso impróprio para cardíacos. Ao quarto ensaio parecia fora das medalhas, mas então saltou 6,92 e passou para o primeiro lugar.

No entanto, logo depois, a letã Ineta Radevica, que em Portugal, nos nacionais de clubes perdeu com a portuguesa (ao serviço do F.C. Porto), fez um salto de 6,92. Igualou Naide mas tinha melhor segundo ensaio e venceu a medalha de ouro!

Esta época não foi nada boa para mim. Comecei tarde a minha preparação para o Europeu. Fiz a minha melhor marca da época, mas estou um pouco triste por ter sido segunda com o mesmo tempo da primeira. Mas, estou contente por ter conseguido a medalha.

 

10.000 metros

A hora bronzeada de Jessica

 

Uma final de 10.000 metros apaixonante. A turca Abeylegesse foi para a frente quando quis, as restantes foram lutando para "cair" o menos possível. A mais resistente foi Jessica Augusto que, depois dos 5000 m, quando Sara Moreira desistiu (para se poupar para os 5000 m?), ficou sozinha a lutar pela medalha de prata. Mas a russa Abitova, campeã europeia em 2006, fez uma grande recuperação e ultrapassou-a.

«Preparei esta prova durante toda a época. Quando fiquei sozinha lutei como foi possível e foi pena a Abitova ultrapassar-me quando faltavam 600 metros para o fim. Mas estou contente porque é a primeira medalha que venço em grande competições de pista.»

 

100 metros

Obikwelu 4º... com mesma marca do 2º

 

Impressionante corrida de Francis Obikwelu, que desta vez partiu bem, mas não conseguiu manter o seu lugar. Meteórico, o francês Lemaitre triunfou com 10,11 e, atrás dele, quatro (!) atletas com 10,18, com Obikwelu a ver-lhe atribuído o quarto lugar!

Foi pena, «mas não interessa não ter ganho a medalha. Foi fantástico estar na final».

 

 

20 km Marcha (F)

Portuguesas nas 10 primeiras

 

Iniciada com 25 graus de temperatura, e 71 por cento de humidade, rapidamente estes valores subiram para  28 / 75%, assistiu-se a uma “marcha” solitária e perfeita da campeã olímpica Olga Kaniskina com a sua compatriota Anisya Kirdyapkina a seguir-lhe o encalço, mas muito longe. Olga Sokolova subiu ao último lugar do pódio e fez a primeira “tripla” da competição.

Vera foi a melhor portuguesa em 6º lugar, com o tempo de 1.30.52, melhorando a sua classificação de 2006 (então 8ª).

Mais para trás, tendo acompanhado Vera Santos na primeira légua, Ana Cabecinha terminou em oitavo e Inês Henriques em nono, ultrapassadas por Kristina Saltanovic.

Vera Santos: «Passei por um momento crítico quando levei advertências de seguida e abrandei. O meu objectivo era tentar melhorar o meu lugar de Gotemburgo, ficando nas oito primeiras e consegui. »

Ana Cabecinha: «Tinha como objectivo fazer o mesmo ou melhor que nos Jogos Olímpicos de 2008 e foi o que aconteceu. Estou muito contente por isso.»

Inês Henriques: «O objectivo desde o início era chegar entre as seis primeiras. A prova foi lenta de início, aos três quilómetros mudou o ritmo e eu fiquei para trás.»

 

 

Salto com vara

Sortilégio das varas

 

Não foi famosa a participação das irmãs Tavares no salto com vara. No grupo A, Sandra Helena Homo foi 12ª com 3,95 e não teve acesso à final. Maria Eleonor Tavares ocupou a mesma posição no grupo B com 4,05.

Sandra Helena estava triste, «porque estava confiante, mudei para varas mais fortes e não consegui aqui fazer marcas superiores a 4,30, como tinha feito nas últimas semanas».

Maria Eleonor também, porque «as minhas varas partiram-se na viagem para os Campeonatos de Portugal, e a vara nova só me chegou na quarta-feira. Não consegui adaptar-me».

400 m barreiras

Da inexperiência... à aposta

 

Colocado na terceira série dos 400m barreiras com o terceiro melhor tempo dos oito adversários, João Ferreira acabou na sexta posição com o fraco tempo de 52.27. Dos 29 participantes, Ferreira foi apenas o vigésimo terceiro.

No final, João Ferreira falou do vento contra na recta oposta à meta como um factor negativo que não o ajudou. Referiu ser este o primeiro ano e a quinta prova nas barreiras. Triste, mas não desiludido, feliz por estar nos campeonatos, pretende agora recuperar para a estafeta dos 4x100m.

No futuro, os 400m barreiras serão uma aposta definitiva

 
1º dia - 27JUL2010      

20 km marcha

Medalha de bronze para João Vieira

 

João Vieira conquistou hoje a medalha de bronze na prova dos 20 km marcha. O atleta de Rio Maior, andou sempre no grupo da frente que foi perdendo unidades á medida que a competição decorria. O russo Stanislav Emelyanov "fugiu" aos 10 km e o grupo de João Vieira foi na perseguição, com o atleta português a defender a medalha de bronze conquistada há quatro anos. aos 15 km, João Vieira ainda estava na luta pelas medalhas e manteve-se aí, em luta directa com o italiano Alex Schwazer, que manteve uma atitude expectante até à última volta, quando deixou efectivamente o português para trás.

No final a medalha de bronze, que deixou João Vieira muito satisfeito: «Não esperava nenhuma medalha, estava aqui a lutar pelos 10 primeiros lugares, mas fui-me sentindo bem e com força. Quando faltava 5 km não pensava que podia chegar ao pódio, mas sabia que tinha de tentar tudo pela melhor classificação».

Pior esteve Sérgio Vieira. Aos três km descalçaram-lhe um sapato, perdeu ali perto de um minuto, a calçar-se, e depois voltou à luta. Nos quilómetros finais pagou caro o esforço, terminando em 21º lugar (1.27.07).

«Quando perdi o sapato, perdi o ânimo. Ainda lutei, mas já não deu para nada. Tanto treino investido para aqui estar, e em boa forma, para isto acontecer...», disse-nos no final visivelmente triste.

Salto em comprimento

Naide Gomes... fácil

 

Naide Gomes entrou no Estádio Olímpico de Barcelona tranquila com o trabalho efectuado e essa sua aitutde reflectiu-se logo no primeiro ensaio efectuado na qualificação do salto em comprimento.

Com uma excelente chamada o ensaio ficou em 6,81, passando claramente a marca de confirmação (6,65).

«Foi fácil, consegui o que queria, qualificar-me. E consegui-lo à primeira foi óptimo. Estava tranquila e não estava a pensar na marca só na de qualificação. Agora é partir para a final com a mesma tranquilidade e segurança.»

 

100 metros

Francis Obikwelu à vontade

 

Depois de uma falsa partida de um atleta de Gibraltar, Francis Obikwelu conseguiu uma excelente partida e surgiu na frente da sua eliminatória de 100 metros com o tempo de 10,27 segundos, conseguindo o apuramento para as meias-finais de amanhã.

Para ele, «o objectivo é chegar à final. Fiz um bom trabalho até agora e quero só chegar à final sem pensar em mais nada. Claro que, ali chegado darei sempre o meu melhor.»

10000 metros

El Kalai em oitavo

 

A última prova do programa, os 10.000 metros, fica marcada pela prestação de Yousef El Kalay que, aos 29 anos, chegou à sua primeira grande competição de pista e conseguiu um lugar de finalista, ao classificar-se no oitavo lugar.

Para ele, o dia é de alegria, «pois cumpri com o objectivo que havia traçado com o meu treinador, Eduardo Henriques, de chegar entre os oito primeiros».

Mais para trás, em 19º, chegou José Rocha, com 29.50,41. «Acima de tudo foi uma época muito longa, mas positiva, pois estive em todas as competições de selecção e das provas do clube. Hoje não deu, senti-me sempre muito pesado», afirmou.

Pior foi Rui Pedro Silva, que desistiu. «Desde o início que estava em muito sofrimento. Tinha grandes objectivos para hoje, ficar entre os cinco primeiros, e acabo assim. Chegou um momento em que não consegui sofrer mais».

400 m barreiras

Patrícia Lopes

com recorde

 

Enquanto na cidade se aplaudia o desempenho de João Vieira, no Estádio Olímpico, Patrícia Lopes enfrentava a qualificação dos 400 m barreiras. Incluída na terceira série, Patrícia ficou em quinto, com a marca de 56,78 segundos, um recorde pessoal.

«Sabia que era difícil chegar à meia-final, mas consegui um objectivo, bater o meu recorde pessoal numa grande competição.»

Peso

Antónia Borges

a subir

 

Sendo a atleta com pior marca no campeonato, Maria Antónia Borges conseguiu o seu objectivo, de ultrapassar os 16 metros (16,08). A qualificação para a final ganhava-se acima dos 17 metros.

«Tinha como objectivo para Barcelona passar mais uma vez os 16 metros»
«Esta competição foi muito importante para mim, e penso que respondi bem à confiança que depositaram em mim, ao ser seleccionada com os mínimos internacionais.»
 

 

Disco

Liliana Cá

a saber a pouco

 

Liliana Cá participou na qualificação do lançamento do disco e acabou por ficar de fora da final. Com  um lançamento de 55,47 metros, ficou a 85 centímetros da final.

Um lançamento de 56,50 metros chegaria.

«Não me correu muito bem. Estava à espera de fazer um pouco melhor. Não sei o que aconteceu, foi falta de concentração ou de atenção. Faltou-me o meu treinador para me corrigir melhor.

Acabou por saber a pouco.»

Apresentação      

Selecção apresentada sábado

e já domingo em Barcelona

 

A selecção nacional, que engloba 42 atletas, foi apresentada no sábado dia 24 de Julho na nova Nave do Desporto - Centro de Alto Rendimento do Jamor, e no dia seguinte (hoje) viajou para Barcelona, onde já se encontra.

Deixamos aqui o testemunho e uma foto de "família" que engloba a quase totalidade dos atletas portugueses.

       
 
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