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A Revista Atletismo estará em Barcelona,.
na cobertura de mais uma edição dos Campeonatos da Europa. Diariamente
aqui teremos algumas informações sobre o comportamento dos atletas
portugueses e informações de interesse, bem como algumas imagens da
competição.
Temos ainda vários dados estatísticos
disponíveis.
Todos estes trabalhos podem ser
inteiramente visualizados no seu computador pessoal, contudo, para
impressão e qualquer tipo de reprodução, carecem de uma password que
pode ser pedida para o nosso e-mail (revistaatletismo@sapo.pt).
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Suplemento Estatístico
Apresentação dos Campeonatos e da
Selecção Nacional |
Resumo histórico dos grandes momentos
(documento
em pdf) |
Estatística dos resultados dos
portugueses ao longo da história |
Links oficiais |
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NOTICIÁRIO |
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Textos: ANTÓNIO MANUEL FERNANDES
Fotos: MARCELINO ALMEIDA
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6º dia -1AGO2010 |
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5000 m (F)
A medalha de Sara Moreira
Uma corrida fantástica das atletas
portuguesas, Jessica Augusto e Sara Moreira, proporcionou a Portugal a
quarta medalha destes campeonatos. Depois da russa Konovalova ter
imposto um ritmo rápido nos primeiros quilómetros, foi a vez de Jessica
Augusto continuar a impor um ritmo muito forte, com Sara Moreira a
resguardar-se, para surgir na volta final, embora ainda aquém das turcas
Alemitu Bekele e Elvan Abeylegesse.
No final, a medalha de bronze para Sara.
Sara Moreira - «Estou feliz porque ganhei
a medalha de bronze e melhorei o meu recorde pessoal por quatro
segundos! Mas o mais importante foi mesmo a medalha!»
Jessica Augusto - «Estou satisfeita com a
minha prestação. Não deu para as medalhas, tentei bastante. O dia
seguinte ao da final dos 10.000 m foi muito difícil, mas recuperei bem.»
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4x100m
Portugal com recorde
A formação dos 4x100 metros de Portugal
obteve a sua melhor classificação de sempre, ao classificar-se em sexto
lugar, com a marca de 38,88, recorde de Portugal.
A equipa teve uma alteração na sua
constituição, com a entrada de João Ferreira para o último percurso, por
troca com Yazaldes Nascimento, que não pode competir devido a uma
pequena lesão.
Assim, Ricardo Monteiro, Francis Obikwelu,
Arnaldo Abrantes e João Ferreira ficam na lista dos recordistas.
Todos saíram da competição com a alegria
do dever cumprido para além do que alguns esperariam.

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3000 m obstáculos
Alberto Paulo em 10º
Alberto Paulo conseguiu apurar-se para a
final e ali chegado lutou pela melhor posição possível, obtendo um
excelente 10º lugar com a marca de 8.28,08, a cerca de quatro segundos
do seu recorde pessoal.
O atleta madeirense mostrou-se muito
satisfeito com a sua prestação, revelando que fez o possível para
recuperar para a final.

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Maratona
Uma manhã pesada
Muito calor e humidade voltaram a marcar
nova prova de fundo, desta vez a maratona masculina. Os 25 graus e 74
por cento de humidade registados ao início da competição, e os 27º e 66%
no final, foram fatídicos para 19 dos 64 concorrentes à corrida, tendo
sido obrigados a desistir. Entre os quais os portugueses Fernando Silva
(desistente entre os 30 e os 35 km, sem forças) e Hermano Ferreira
(entre os 15 e os 20 km, devido a tonturas) e o campeão europeu Stefano
Baldini.
Os restantes portugueses tiveram sortes
diferentes. Alberto Chaíça, que se resguardara nos primeiros
quilómetros, aparentava mais confiança após os primeiros 10 km, mas um
tropeção, provocado por um toque de Fernando Silva, levou-o a tropeçar e
a ficar com fortes dores no dedo grande do pé direito (o atleta fará
mesmo um raio-x para tentar perceber-se se não existe fractura). Ainda
chegou a andar em 9º (aos 30 km), mas depois foi caindo na classificação
até ao 20º lugar (2.24.14).
Quem foi sempre em crescendo foi Luís
Feiteira, que aos 20 km seguia na 21ª posição, ganhando depois lugares
até conseguir terminar no 10º lugar com 2.21.18, sendo o melhor
português no final.
Quem esteve sempre nos lugares finais, mas
não desistiu, foi José Moreira (que também sofreu tonturas), que
terminou em 2.43.56.
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5º dia -31JUL2010 |
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Triplo-salto
Patrícia Mamona em oitavo
Patrícia Mamona esteve em muito bom plano
na final do triplo-salto, começou com 14,07, marca que lhe proporcionou
a passagem aos últimos três ensaios. Depois fez ensaios mais fracos e ao
último voltou a saltar mais de 14 metros (14,02) e terminou na oitava
posição. A ucraniana Olha Saladuha foi a vencedora com 14,81, melhor
marca europeia da temporada.
Para Patrícia, que recebeu já convite para
competir pelo F. C. Porto, a hora era de felicidade. «Estou muito
satisfeita. Fiz duas vezes melhor que o anterior recorde de Portugal,
estou muito orgulhosa. Consegui confirmar aqui os 14 metros que fiz nos
Estados Unidos.»
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Maratona
Sem medalhas e a sofrer
A prova começou lenta e Marisa Barros
andou no pelotão da frente durante muito tempo, mas quando a lituana
Zivile Balciunaite (quarta nos Europeus de há quatro anos) se isolou
para terminar em primeiro com 2:31.14 horas.
Depois do ataque da lituana, Marisa Barros
abandonou definitivamente o grupo da frente, foi perdendo lugares,
chegou a andar na 12ª posição, mas nos quilómetros finais recuperou e
terminou em oitavo (2.35.43), mas muito debilitada, tendo de receber
tratamento médico.
«O meu prémio de consolação foi chegar ao
fim. Sofri de dores de estômago, porque apesar de forte
psicologicamente, o estômago é o que mais sofre quando sou obrigada a
tomar medicação., o que aconteceu devido a uma amigdalite.»
Ana Dias foi a segunda portuguesa, no 18º
lugar, com a marca de 2.41.02. Chegou ao final esgotada, apesar de ainda
conseguir andar, como a maioria das suas adversárias, mas foi directa
para o centro médico.
Entretanto, Fernanda Ribeiro, com os
tendões completamente inflamados, que ainda ficaram pior com um toque de
uma adversária, acabou por desistir.
«Neste momento estou triste. Não consigo andar mas para já custa-me
dizer que maratona nunca mais.»
Quem também não resistiu foi Mónica Rosa, que pouco depois de Fernanda
Ribeiro ter entrado no centro Médico também para ali foi evacuada de
maca
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4x100 m
Apuramento para a final
A equipa portuguesa de 4x100 m, que
alinhou com Ricardo Monteiro, Francis Obikwelu, Arnaldo Abrantes e
Yazaldes Nascimento classificou-se em terceiro lugar, com a marca de
39,09. Um apuramento directo numa série em que Rússia e Eslovénia foram
desclassificadas. Na outra série, destaque para o não apuramento da
formação da Grã-Bretanha.
Deste 1990 (7º) que Portugal não tinha uma
estafeta na final.
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4º dia -29JUL2010 |
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50 Km Marcha (M)
Augusto Cardoso a dois
lugares do objectivo
Uma prova muito difícil com variação das
condições atmosféricas muito pronunciadas ao longo das quatro
horas de competição.
O francês Yohan Diniz, filho de pai
português, foi o gradne vencedor numa prova solitária, apesar de uma
queda já nos quilómetros finais.
Quanto aos portugueses,
Augusto Cardoso foi o único a terminar, no 14º lugar, com o registo de
4:03.40 horas. O atleta não cumpriu o seu objectivo, já que não baixou
das 4 horas e ficou fora do lugar de semi-finalista para a PREPOL:
“Estou desiludido, tentei mas não consegui fazer melhor. Entre o 36º e o
37º km fui-me abaixo. O percurso foi muito enganador. Ia-me sentindo bem
e... depois paguei isso caro.»
Quanto a António Pereira, a sua prova foi feita aos "esticões", em
ritmos rápidos, primeiro, depois mais lentos, de novo mais rápidos, que
o levaram a desistir.
«Não tive cabeça. Vendo isto podia ter aproveitado a oportunidade e
ficar nos oito primeiros, mas não sei como fiz isto. A minha cabeça foi
zero!»
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3000 m obstáculos (M)
Alberto Paulo na final
Três portugueses participaram nas duas
eliminatórias dos 3.000m obstáculos. Pedro Ribeiro correu na primeira e
foi décimo com 8.45,18.
Na segunda série, participaram Alberto
Paulo e Mário Teixeira. Paulo foi brilhante ao conseguir o apuramento
directo para a final sendo quarto com 8.30,26. Mário Teixeira ficou
longe ao ser décimo-primeiro com 8.42,53.
Alberto Paulo - «De início, tive
dificuldades em acompanhá-los, havia muita humidade. Deixei tudo para a
última, consegui mudar de andamento. Agora a final está dependente de
como for a recuperação».
Pedro Ribeiro - «O objectivo era estar cá
mas fiquei aquém do que esperava. Tenho tido alguns problemas físicos,
um princípio de mialgia mas näo é desculpa. Dei o meu máximo.»
Mário Teixeira - «Foi difícil, as
possibilidades de me classificar para a final eram remotas mas tinha
esperanças. Agora, vou pôr termo à carreira internacional, saí pela
porta grande.»

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Comprimento
A recuperação da época
Gaspar Araújo saltou 7,87 e ficou em 18º
lugar em 32 atletas. O primeiro ensaio foi anulado por muito pouco e
estava claramente perto dos 8,00 metros.
Teria de cumprir essa marca para chegar à
final.
«Estou satisfeito pois a minha época
começou mais tarde já que fui operado para retirar uma massa fibrosa que
tinha entre o pulmão e o coração (tinha 1,6 kg), estive muito tempo
parado e consegui treinar para estar aqui. Foi excelente.»
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Peso (M)
À beira do apuramento
Marco Fortes ficou à beira de um
apuramento histórico para a final. Tendo lançado na série B, começou por
ser quarto com 19,24m. Lançou a seguir 19,48m e parecia bem lançado para
a final.
Mas o último lançamento foi fatal ao
conseguir apenas 18,70m. O espanhol Borja Vivas ultrapassou-o então por
escassos 3 centímetros.
Fortes acabou assim por ser
décimo-terceiro.
"Não fiz o que me competia. Até ao último
lançamento e tendo em conta os maus concursos dos meus adversários,
estive apurado. Estou muito desiludido, era o grande objectivo da época
e sentia-me muito preparado, trabalhei muito. Falhei no último
lançamento, o corpo humano prega-nos muitas partidas."

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200 m (F)
Nervosismo atrapalha
Sónia Tavares foi apenas quinta na segunda
série dos 200 metros com 24,14s, com um vento contra de 2,1m/s. O seu
tempo ficou muito longe do seu melhor da época, 23,43s. Eram apuradas
para as meias finais as três primeiras de cada série e as quatro
seguintes com melhores tempos. Sónia acabou por ser a 22ª entre 25
participantes
"Fiz durante a época treinos bastante bons para estar ao nível da minha
melhor marca. Dei tudo mas o nervosismo não ajudou. Também vim de uma
lesão, treinei a meio gás nas últimas semanas. Tive uma contratura e uma
mialgia em simultâneo. A corrida não foi boa tecnicamente mas não estou
desiludida pois dei o meu melhor".

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3º dia -29JUL2010 |
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Triplo-salto (F)
Mamona na final com
recorde
Enorme competitividade de Patrícia Mamona
leva-a, no último ensaio da qualificação, ao apuramento para a final e
ao recorde de Portugal com 14,12 m.
E tudo isto com uma chamada que distou
29,5 cm do limite da tábua!
«O meu objectivo era conseguir apurar-me
para a final, o que eu pensava que se conseguiria com uma marca de
14,10, mais ou menos. Depois era bater o meu recorde. Foi conseguido.
Mas eu só o consigo fazer no último ensaio. Preciso que alguém me
"pique", sou muito competitiva e agora pretendo melhorar-me na final.»
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200 metros
Arnaldo Abrantes ficou na meia
final
Nas eliminatórias, excelente prova de Arnaldo Abrantes conseguindo ficar apurado para a meia-final
de logo à tarde. Fazendo 120 metros à frente do campeão europeu dos 100
metros, o francês Lemaitre, Arnaldo correu a distância em 20,87.
«Foi excelente apuramento, atendendo à
época que fiz, com lesões e com os exames da faculdade. Felizmente em
medicina já sou finalista. Agora é recuperar para a meia-final e esperar
chegar mais longe.»
Na meia-final, o português foi sétimo
(20,88) ficando em 15º lugar entre 31 atletas.
«Não recuperei tão bem como queria, mas
foi boa a prova. É fantástico estar entre a elite europeia. Agora espero
continuar a trabalhar e que em Helsínquia chegue lá num ano sem lesões.»
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5000 metros
A inexperiência de Eduardo Mbengani
Mbengani participou na primeira das séries
de 5000 metros. Uma série mais rápida, deixou-o no 10º lugar, com a
marca de 13.50,22.
No final da segunda série, verificou-se
que o português foi o segundo dos não qualificados.
«Não consegui cumprir com o meu objectivo
de ir à final. Retiro daqui a experiência que me faltou neste tipo de
competições. Agora há que continuar a trabalhar para melhorar nas
próximas oportunidades.»
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Salto com vara
Edi e as varas partidas
De Setúbal, chegou Edi Maia. Animava-o
o sonho de chegar à final, tarefa nada fácil pois eram precisos 5,60
metros, mais cinco centímetros que o seu recorde pessoal.
Edi participou na primeira série ao lado
de campeões que se habituou a ver na televisão como o francês Romain
Mesnil (5.95) ou o ucraniano Maksym Mazuryk (5.82).
Iniciou o concurso a 5,10 passando à
primeira tentativa. Seguiram-se os 5.30 sem êxito. À terceira tentativa,
Edi partiu a vara! Pôde ainda repetir o salto mas o seu sonho
esfumou-se, despedindo-se prematuramente da competição.
No final, disse-nos ser esta a terceira
vara que parte em competições. Não se sentiu afectado psicologicamente
com a situação quando repetiu o salto com uma vara mais forte, o que o
dificultou um pouco.
Cada vara custa cerca de mil euros e
agora, Edi Maia espera que a Federação lhe compre uma nova, até porque
frequenta a escola da Federação. Edi acrescentou ainda que a maior parte
das vagas disponíveis são antigas.
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2º dia -28JUL2010 |
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Salto em comprimento
Naide de novo prateada
Naide Gomes proporcionou-nos um concurso
impróprio para cardíacos. Ao quarto ensaio parecia fora das medalhas,
mas então saltou 6,92 e passou para o primeiro lugar.
No entanto, logo depois, a letã Ineta
Radevica, que em Portugal, nos nacionais de clubes perdeu com a
portuguesa (ao serviço do F.C. Porto), fez um salto de 6,92. Igualou
Naide mas tinha melhor segundo ensaio e venceu a medalha de ouro!
Esta época não foi nada boa para mim.
Comecei tarde a minha preparação para o Europeu. Fiz a minha melhor
marca da época, mas estou um pouco triste por ter sido segunda com o
mesmo tempo da primeira. Mas, estou contente por ter conseguido a
medalha.
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10.000 metros
A hora bronzeada de
Jessica
Uma final de 10.000 metros apaixonante. A
turca Abeylegesse foi para a frente quando quis, as restantes foram
lutando para "cair" o menos possível. A mais resistente foi Jessica
Augusto que, depois dos 5000 m, quando Sara Moreira desistiu (para se
poupar para os 5000 m?), ficou sozinha a lutar pela medalha de prata.
Mas a russa Abitova, campeã europeia em 2006, fez uma grande recuperação
e ultrapassou-a.
«Preparei esta prova durante toda a época.
Quando fiquei sozinha lutei como foi possível e foi pena a Abitova
ultrapassar-me quando faltavam 600 metros para o fim. Mas estou contente
porque é a primeira medalha que venço em grande competições de pista.»
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100 metros
Obikwelu 4º... com mesma
marca do 2º
Impressionante corrida de Francis Obikwelu,
que desta vez partiu bem, mas não conseguiu manter o seu lugar. Meteórico, o francês Lemaitre triunfou com 10,11 e, atrás dele,
quatro (!) atletas com 10,18,
com Obikwelu a ver-lhe atribuído o quarto lugar!
Foi pena, «mas não interessa não ter ganho
a medalha. Foi fantástico estar na final».
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20 km Marcha (F)
Portuguesas nas 10
primeiras
Iniciada com 25 graus de temperatura, e 71 por cento de
humidade, rapidamente estes valores subiram para 28 / 75%, assistiu-se
a uma “marcha” solitária e perfeita da campeã olímpica Olga Kaniskina
com a sua compatriota Anisya Kirdyapkina a seguir-lhe o encalço, mas
muito longe. Olga Sokolova subiu ao último lugar do pódio e fez a
primeira “tripla” da competição.
Vera foi a melhor portuguesa em 6º lugar, com o tempo de
1.30.52, melhorando a sua classificação de 2006 (então 8ª).
Mais para trás, tendo acompanhado Vera Santos na primeira
légua, Ana Cabecinha terminou em oitavo e Inês Henriques em nono,
ultrapassadas por Kristina Saltanovic.
Vera Santos: «Passei por um momento crítico quando levei
advertências de seguida e abrandei. O meu objectivo era tentar melhorar
o meu lugar de Gotemburgo, ficando nas oito primeiras e consegui. »
Ana Cabecinha: «Tinha como objectivo fazer o mesmo ou
melhor que nos Jogos Olímpicos de 2008 e foi o que aconteceu. Estou
muito contente por isso.»
Inês Henriques: «O objectivo desde o início era chegar
entre as seis primeiras. A prova foi lenta de início, aos três
quilómetros mudou o ritmo e eu fiquei para trás.»
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Salto com vara
Sortilégio das varas
Não foi famosa a participação das irmãs
Tavares no salto com vara. No grupo A, Sandra Helena Homo foi 12ª com
3,95 e não teve acesso à final. Maria Eleonor Tavares ocupou a mesma
posição no grupo B com 4,05.
Sandra Helena estava triste, «porque
estava confiante, mudei para varas mais fortes e não consegui aqui fazer
marcas superiores a 4,30, como tinha feito nas últimas semanas».
Maria Eleonor também, porque «as minhas
varas partiram-se na viagem para os Campeonatos de Portugal, e a vara
nova só me chegou na quarta-feira. Não consegui adaptar-me».
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400 m barreiras
Da inexperiência... à
aposta
Colocado na terceira série dos 400m
barreiras com o terceiro melhor tempo dos oito adversários, João
Ferreira acabou na sexta posição com o fraco tempo de 52.27. Dos 29
participantes, Ferreira foi apenas o vigésimo terceiro.
No final, João Ferreira falou do vento
contra na recta oposta à meta como um factor negativo que não o ajudou.
Referiu ser este o primeiro ano e a quinta prova nas barreiras. Triste,
mas não desiludido, feliz por estar nos campeonatos, pretende agora
recuperar para a estafeta dos 4x100m.
No futuro, os 400m
barreiras serão uma aposta definitiva

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1º dia - 27JUL2010 |
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20 km marcha
Medalha de bronze para
João Vieira
João Vieira conquistou hoje a medalha de
bronze na prova dos 20 km marcha. O atleta de Rio Maior, andou sempre no
grupo da frente que foi perdendo unidades á medida que a competição
decorria. O russo Stanislav Emelyanov "fugiu" aos 10 km e o grupo de
João Vieira foi na perseguição, com o atleta português a defender a
medalha de bronze conquistada há quatro anos. aos 15 km, João Vieira
ainda estava na luta pelas medalhas e manteve-se aí, em luta directa com
o italiano Alex Schwazer, que manteve uma atitude expectante até à
última volta, quando deixou efectivamente o português para trás.
No final a medalha de bronze, que deixou
João Vieira muito satisfeito: «Não esperava nenhuma medalha, estava aqui
a lutar pelos 10 primeiros lugares, mas fui-me sentindo bem e com força.
Quando faltava 5 km não pensava que podia chegar ao pódio, mas sabia que
tinha de tentar tudo pela melhor classificação».
Pior esteve Sérgio Vieira. Aos três km
descalçaram-lhe um sapato, perdeu ali perto de um minuto, a calçar-se, e
depois voltou à luta. Nos quilómetros finais pagou caro o esforço,
terminando em 21º lugar (1.27.07).
«Quando perdi o sapato, perdi o ânimo.
Ainda lutei, mas já não deu para nada. Tanto treino investido para aqui
estar, e em boa forma, para isto acontecer...», disse-nos no final
visivelmente triste.
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Salto em comprimento
Naide Gomes... fácil
Naide Gomes entrou no Estádio Olímpico de
Barcelona tranquila com o trabalho efectuado e essa sua aitutde
reflectiu-se logo no primeiro ensaio efectuado na qualificação do salto
em comprimento.
Com uma excelente chamada o ensaio ficou
em 6,81, passando claramente a marca de confirmação (6,65).
«Foi fácil, consegui o que queria,
qualificar-me. E consegui-lo à primeira foi óptimo. Estava tranquila e
não estava a pensar na marca só na de qualificação. Agora é partir para
a final com a mesma tranquilidade e segurança.»
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100 metros
Francis Obikwelu à vontade
Depois de uma falsa partida de um atleta
de Gibraltar, Francis Obikwelu conseguiu uma excelente partida e surgiu
na frente da sua eliminatória de 100 metros com o tempo de 10,27
segundos, conseguindo o apuramento para as meias-finais de amanhã.
Para ele, «o objectivo é chegar à final.
Fiz um bom trabalho até agora e quero só chegar à final sem pensar em
mais nada. Claro que, ali chegado darei sempre o meu melhor.»

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10000 metros
El Kalai em oitavo
A última prova do programa, os 10.000
metros, fica marcada pela prestação de Yousef El Kalay que, aos 29 anos,
chegou à sua primeira grande competição de pista e conseguiu um lugar de
finalista, ao classificar-se no oitavo lugar.
Para ele, o dia é de alegria, «pois cumpri
com o objectivo que havia traçado com o meu treinador, Eduardo
Henriques, de chegar entre os oito primeiros».
Mais para trás, em 19º, chegou José Rocha,
com 29.50,41. «Acima de tudo foi uma época muito longa, mas positiva,
pois estive em todas as competições de selecção e das provas do clube.
Hoje não deu, senti-me sempre muito pesado», afirmou.
Pior foi Rui Pedro Silva, que desistiu.
«Desde o início que estava em muito sofrimento. Tinha grandes objectivos
para hoje, ficar entre os cinco primeiros, e acabo assim. Chegou um
momento em que não consegui sofrer mais».
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400 m barreiras
Patrícia Lopes
com recorde
Enquanto na cidade se aplaudia o
desempenho de João Vieira, no Estádio Olímpico, Patrícia Lopes
enfrentava a qualificação dos 400 m barreiras. Incluída na terceira
série, Patrícia ficou em quinto, com a marca de 56,78 segundos, um
recorde pessoal.
«Sabia que era difícil chegar à
meia-final, mas consegui um objectivo, bater o meu recorde pessoal numa
grande competição.»

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Peso
Antónia Borges
a subir
Sendo a atleta com pior marca no
campeonato, Maria Antónia Borges conseguiu o seu objectivo, de
ultrapassar os 16 metros (16,08). A qualificação para a final ganhava-se
acima dos 17 metros.
«Tinha como objectivo
para Barcelona passar mais uma vez os 16 metros»
«Esta competição foi muito importante para mim, e penso que respondi bem
à confiança que depositaram em mim, ao ser seleccionada com os mínimos
internacionais.»

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Disco
Liliana Cá
a saber a pouco
Liliana Cá participou na qualificação do
lançamento do disco e acabou por ficar de fora da final. Com um
lançamento de 55,47 metros, ficou a 85 centímetros da final.
Um lançamento de 56,50 metros chegaria.
«Não me correu muito bem. Estava à espera
de fazer um pouco melhor. Não sei o que aconteceu, foi falta de
concentração ou de atenção. Faltou-me o meu treinador para me corrigir
melhor.
Acabou por saber a pouco.»

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Apresentação |
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Selecção apresentada
sábado
e já domingo em Barcelona
A selecção nacional, que engloba 42
atletas, foi apresentada no sábado dia 24 de Julho na nova Nave do
Desporto - Centro de Alto Rendimento do Jamor, e no dia seguinte (hoje)
viajou para Barcelona, onde já se encontra.
Deixamos aqui o testemunho e uma foto de
"família" que engloba a quase totalidade dos atletas portugueses.
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